domingo, 1 de novembro de 2009


Quaterna

Reflito e encontro outras palavras
e paro na intuição que colore meus olhos.

Ao invés de toalha molhada, a escova pensa
um sentimento de passado ido nos lençóis.

O cheiro imbanhado no meu olfato olha
o que não se diz e vê o futuro no jardim.

Processos interiores. Falta jasmim em ti.
Encontro paz em mim e agrado a vida

com tuas palavras e a branca luz que já vi.
A primavera já chegou e tua promessa veio

florir aqui teu estar de musgo sentimento,
teu desejo de ultrapassar todos os pensamentos.

Meu desejo de apagar as luzes e ficar só.
Meu desejo de não pensar, não sentir, não ouvir.

sábado, 31 de outubro de 2009

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Desfalecer

Em momentos de vigia,
vejo em mim tempos
não vigiados e aconchegos
de corpo e sentimentos

duros, e, aves de rapina
atrás de ti, vejo teu olhar menino.

Das coisas que não se vêem,
vi moradas outras que tempo
algum acompanhará no meu mar.

Sigo-te ausente da minha sombra
e me vou violada nos costumes.

Faz de conta que não sei de nada.
Acho que chove lá fora.
Ouço o barulho dos carros
no asfalto molhado.

Sim chove! Olhei pela janela.
Toca uma campainha. Telefone

do vídeo acordado no Orkut.
Chove e piso no microfone
e ouço coração no soluço
do vídeo carregando enquanto

molho a ausência da pasta de dentes

na pia do banheiro e o box revela
o corpo belo do amado a banhar
ausência do olhar da querença de mim.

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

sexta-feira, 9 de outubro de 2009


O universo é assim: um espaço onde se pode explodir pedaço da lua. Como se a lua não fosse mais dos poetas. Explodam a lua yankees! Nem posso condená-los. A Terra está por acabar. Portanto: explodam com a lua! O Apocalipse chegou. Sempre esteve cá. Não aprendemos nada. Fomos avisados. Explodam com a lua! Conquanto que os poetas fiquem em paz e que a paz dos poetas vire rio. Explodam com tudo! Se precisar for continuaremos a gritar. Explodam com tudo. O verbo persevera. Primaveras hão de florir. Alfa e Ômega nos vales e nas planícies que douram o mel na boca. Braço dourado do herói que rouba corações sempre existirá. Aqui ou na lua. Donzelas esquecidas na multidão existirão. Explodam com a lua e agüentem os tufões e os refrões.

terça-feira, 6 de outubro de 2009